𝟒𝟑 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨, 𝐝𝐢𝐠𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐬𝐨𝐥𝐮çõ𝐞𝐬 𝐡𝐚𝐛𝐢𝐭𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞

Ao completar 43 anos de atividade, a Imobiliária, Fundiária e Habitat, SA (IFH) reafirma-se como uma das instituições de referência no apoio à habitação e ao desenvolvimento habitacional em Cabo Verde. A trajetória da instituição tem sido marcada por soluções inovadoras, políticas orientadas para a inclusão e uma missão contínua: garantir que cada família tenha acesso a uma habitação digna e sustentável.

Quase quatro décadas e meia de existência traduzem uma história sólida de compromisso público, inovação urbanística e dedicação à melhoria das condições de vida das famílias cabo-verdianas. Ao longo deste percurso, a IFH tem sido um agente incontornável no desenvolvimento económico, social e territorial de Cabo Verde. Através de projetos urbanísticos estruturantes, da implementação de programas habitacionais inclusivos e da promoção de cidades mais organizadas e sustentáveis, a empresa tem contribuído decisivamente para a evolução da paisagem urbana e para a garantia do direito à habitação condigna.  Os feitos realizados ao longo dos anos são de incomensuráveis valores económicos, sociais e urbanísticos para o país: bairros completamente planeados de raiz, empreendimentos com infraestruturas modernas, soluções habitacionais pensadas para diversas franjas da população e iniciativas inovadoras na gestão urbana. Em cada projeto implementado pela IFH procura-se criar espaços seguros, acessíveis e bem dimensionados, com destaque para áreas verdes, equipamentos urbanos, iluminação eficiente, mobilidade confortável e ambientes que promovem qualidade de vida e bem-estar. Desde 1982, uma história que se conta em números, em factos e ganhos.

A IFH em números:

Dos primeiros alicerces à consolidação no mercado

Em 1982 a IFH foi criada como principal instrumento de implementação da política habitacional em Cabo Verde. Sob denominação de Instituto de Fomento da Habitação a IFH constituía uma pessoa coletiva de direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, cujas principais atribuições se incidiam em apresentar ao governo propostas de política habitacional e executar as mesmas medidas de política habitacional.

A IFH construiu o seu primeiro grupo de 52 habitações em Achada Santo António, o Conjunto Habitacional “Novo Horizonte”, que representa até hoje um marco de orgulho institucional, através do financiamento bancário. Desde então a IFH trilhou um percurso marcado pela conquista da confiança dos cabo-verdianos, através da construção de habitações, sobretudo na capital do país. Esse período coincidiu com uma fase de elevada procura habitacional, impulsionada principalmente por funcionários em início de carreira, oriundos de outras ilhas, num contexto em que a oferta existente no mercado era claramente insuficiente.

Paralelamente, a IFH assumiu um papel estruturante na infraestruturação de extensas áreas de terreno anteriormente não urbanizadas e com reduzida valorização patrimonial, promovendo a sua conversão em espaços urbanos devidamente planeados, dotados de infraestruturas básicas e integrados na malha urbana existente. Esses projetos configuram, atualmente, investimentos de elevado impacto social, urbanístico e territorial, com reflexos positivos no ordenamento do território, na qualificação do espaço urbano e na melhoria das condições de habitabilidade. A infraestruturação do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, e mais recentemente, Ponta d’Atum em Tarrafal de Santiago ou Quinta de Sant’ Anna em São Vicente constituem casos de referência que evidenciam a importância do planeamento urbano de longo prazo, cujos resultados se materializam em ganhos sustentáveis ao nível da valorização fundiária, da funcionalidade urbana e do desenvolvimento socioeconómico.

Programa CASA PARA TODOS

Para enfrentar os desafios habitacionais, o Governo elegeu o ano de 2009 como o “Ano da Habitação”, prevendo medidas e estratégias para promover a habitação social no país, procurando criar as condições para o cumprimento do direito à habitação condigna. Neste âmbito, nos anos subsequentes, foi elaborado um plano de ação designado de “Programa Casa Para Todos – PCPT ”, que definiu um conjunto de projetos com vista à redução do deficit habitacional nacional quantitativo a 30% com a construção de 8.500 habitações (este número foi ajustado mais tarde para 6.010 unidades). O PCPT foi concebido com um suporte financeiro significativo, oriundo do acordo de financiamento internacional (linha de crédito de 200 milhões de euros, no âmbito da cooperação bilateral entre o Governo de Cabo Verde e o Governo de Portugal, através da Caixa Geral de Depósitos) e da contrapartida nacional de 10% do total do investimento (empréstimos junto à praça financeira nacional – banca e Bolsa de Valores de Cabo Verde).

  • Implementação e execução do PCPCT em dois períodos temporais distintos:

De 2009 – a 2016: O Programa foi lançado inicialmente com o objetivo de construir 8.500 unidades de habitação de interesse social. Todavia, em 2010, o número de habitações passou de 8.500 para 6.010, representando um ajuste significativo nas metas de habitações previstas pelo programa, com uma redução total de 2.490 unidades, equivalente a -29,3% das metas iniciais. As habitações de Classe A, destinadas aos agregados de menores rendimentos e com maior impacto social, sofreu uma drástica redução, passando de 3.700 para 2.177, sofrendo uma redução de 1.523 unidades (-41,1%), correspondendo a 61% do ajuste total.

O PCPT foi idealizado com base no modelo de financiamento cruzado, apostando na venda a pronto pagamento das habitações das classes B e C para subsidiar as habitações da classe A. No entanto, a implementação revelou pressupostos excessivamente otimistas, como o escoamento dos imóveis, elegibilidade de proponentes para crédito bancário e valores médios de cobrança. Esses fatores comprometeram a sustentabilidade financeira a prazo do programa, que sem intervenções estruturais significativas e ajustes como subsídios estatais, assunção de riscos de crédito pelo governo e revisões profundas nos princípios e políticas adotados inicialmente, não teria viabilidade.

Em 2016, apenas 2.240 habitações encontravam-se concluídas sendo 946 da Classe A, 961 da Classe B e 333 da Classe C, estando 3.770 habitações em diferentes fases, nomeadamente por fazer, concursadas e em execução/curso. Conforme o cronograma inicial, a totalidade dessas empreitadas contratualizadas era previsto estarem concluídas no final de 2014 (prazo de utilização da linha de crédito).

Entre 2016 e 2024 (Fecho Comercial do PCPT): O Governo e a IFH adotaram um conjunto de medidas que visaram resolver os constrangimentos resultantes do não acautelamento de pressupostos fundamentais relacionados com a sustentabilidade financeira e operacional do PCPT, designadamente, procedeu a ajustes para enfrentar os desafios que se colocavam aos níveis financeiro, operacionais e sociais. Atendendo à forte pressão sobre a  tesouraria da IFH, devido ao aumento significativo de responsabilidades financeiras, ao agravamento das condições de financiamento da linha de crédito, aquando da sua renovação, pelas exigências de pagamento prévio das contrapartidas nacionais para desbloqueio dos valores remanescentes, aliada às dificuldades de venda a pronto das habitações das classes B e C e à necessidade de otimizar a utilização das habitações do programa, foram implementadas as seguintes medidas:

  • Em 2016: Fez- se a contração de empréstimo com o aval do Estado para pagamento das indeminizações aos empreiteiros para a retoma das obras no valor de 582.752.084 CVE; neste mesmo ano o Estado assumiu os custos extras com as fiscalizações no valor aproximado de 68 mil contos, devido a prorrogação do prazo de execução das obras resultante da paralisação;
  • 2017: O Estado de Cabo Verde assumiu, por via de transferência, a gestão e o passivo de 2.242 habitações de Classe A, das infraestruturas e dos equipamentos a elas associadas. A transferência da gestão foi concretizada através da aquisição do direito de propriedade sobre as habitações no valor global de 7.699.095.003CVE à IFH pelo Estado e a sua posterior transferência para a gestão pelos Municípios onde estão localizadas, pondo todas essas habitações ao dispor das camadas sociais de baixa renda;
  • 2018: Mais dois empréstimos bancários com o aval do Estado, junto ao Banco Cabo-verdiano de Negócios no valor de 207.000.000 CVE e com a Caixa Económica de Cabo Verde no valor de 300.000.000 CVE para suportar a contrapartida nacional (10%) no âmbito da linha de crédito;
  • 2019: O Governo de Cabo Verde, por via do Orçamento do Estado, procede à subsidiação na compra de 1.000 habitações a jovens e pessoas com deficiência inscritas no cadastro social único nas ilhas de São Vicente, Santiago, Sal, Boavista e Maio, no valor global de 30.540.300ECV;
  • 2020: O Estado compra à IFH 524 habitações do PCPT no valor global de 2.145.273.480 CVE para afetar parte das famílias beneficiárias do Programa de Erradicação das Barracas e do Realojamento nas ilhas do Sal e da Boavista e, para o arrendamento social nas ilhas de Santiago e de São Vicente;
  • 2021: A IFH renegoceia a forma de pagamento do empréstimo de retrocessão em curso, o que permitiu alargar o sistema de venda a prestações, facilitando a aquisição de habitações a agregados familiares com dificuldade/impossibilidade de acesso ao crédito bancário (classe média cabo-verdiana e jovens);
  • 2022: Assinatura de Protocolo de Parceria Estratégica com o Ministério da Educação, mais uma grande medida que permitiu a aquisição das habitações a prestações em condições especiais pelos respetivos funcionários;
  • 2023 Aprovação do arrendamento subsidiado de espaços comerciais do stock da IFH às confissões religiosas, às Câmaras Municipais e às ONG’s (917.121 ECV de subsídio atribuído mensalmente) e Arrendamento subsidiado de habitações do stock da IFH às classes de baixa rendimento e aos jovens (1.718.219 ECV de subsídios atribuídos mensalmente);
  • 2024: Com todas as medidas acima expostas, em 2024, com todas as habitações afetadas, a IFH procedeu-se ao fecho comercial do Programa Casa para Todos.

Gestão de Empreitadas e Contratual das Habitações do Estado:  A IFH continua sendo o braço direito do Estado de Cabo Verde na construção de novas habitações e na gestão das habitações em regime de arrendamento. As empreitadas de construção de habitação, com particular destaque para as habitações sociais e para os lotes infraestruturados destinados a jovens e a famílias de baixos rendimentos, sob a responsabilidade da IFH, até o momento são 1383 habitações, sendo que 118 estão concluídas, 981 habitações estão em curso, 12 em fase de adjudicação e 272 em fase de concurso. A gestão responsável e eficiente do parque habitacional do Estado mantém-se como uma das nossas grandes prioridades, garantindo soluções dignas para quem mais precisa e promovendo inclusão social.

As 1383 habitações estão distribuídas em quase todo o território nacional, estando:

  • Obras concluídas: 66 no Aldeamento Rozar, zona de Iraque, Mindelo, São Vicente; 24 no Aldeamento Baía de São Jorge, Vila da Preguiça, São Nicolau; 14 no Aldeamento Mognos, Achada Leitão, São Salvador do Mundo, Santiago; 14 no Aldeamento Flor de Bolanha, Achada Bolanha, São Miguel, Santiago.
  • Obras em curso: 236 na Vila Clarinete, Ribeira de Julião, Mindelo, São Vicente; 12 no Aldeamento Blue Marlin, Cacimba, Tarrafal, São Nicolau; 100 em Chã de Matias, Espargos, Sal; 50 em Rabil, Boavista; 236 na zona K – Lote 1 e Lote 2, Praia, Santiago; 83 no Condomínio Tabanka, na zona K1, Praia, Santiago; 83 no Condomínio Batuque, na zona K2, Praia, Santiago; 20 no Edifício Garça Vermelha, em Rincão, Santa Catarina, Santiago; 12 em João Teves, São Lourenço dos Órgãos, Santiago; 12 Aldeamento Funaná, em Achada Fazenda, Santa Cruz, Santiago; 18 em Ribeira da Barca, Santa Catarina, Santiago; 12 em Porto Novo, Santo Antão; 11 no Edifício União Vitória, em Achada Limpo, Praia, Santiago; 16 no Edifício Aliança Vitória, em Achada Limpo, Praia, Santiago; 18 no Edifício Amizade Vitória, em Achada Limpo, Praia, Santiago; 36 em Bangaeira, Chã das Caldeiras, Fogo; 12 em Paul, Santo Antão; 73 em Vila Jardins de Hortelã, em Hortelã de Cima, Espargos, Sal; 22 no Aldeamento Rozar, na zona de Iraque, Mindelo, São Vicente.
  • Projetos em fase de adjudicação: 12 em São Domingos, Santiago.
  • Projetos em fase de concurso: 12 em Achada Tomás, Tarrafal, Santiago; 48 na urbanização Quinta de Sant’Anna, Ribeira de Julião, São Vicente; 100 em Achada Limpo –Quarteirão 42, Praia, Santiago; 100 na zona K3, Praia, Santiago; 6 na zona de Cruzinha, Ribeira Grande, Santo Antão; 6 em Tarrafal, Ribeira Grande, Santo Antão.

Relativamente à gestão contratual, a empresa, neste momento tem em regime de arrendamento subsidiado 1310 habitações. Dessas, 1150 pertencem ao parque habitacional do Estado, estando a IFH, mandatada pelo Estado de Cabo Verde, a fazer a sua gestão contratual, sendo 140 em São Vicente, 9 em São Nicolau, 495 no Sal, 284 na Boavista e 222 em Santiago. Acresce-se aos imóveis os Espaços Comerciais, igualmente em regime de arrendamento subsidiado aos ONGs e instituições Religiosas (17 na ilha do Sal, 30 na Ilha de Santiago,4 no Maio, 4 na Ilha de São Vicente, 1 em Santo Antão.

Ao longo do ano, a IFH fortaleceu iniciativas e estratégias que têm facilitado a vida de muitas famílias, com destaque para:

  • Apoio técnico e acompanhamento social às famílias beneficiárias, garantindo sustentabilidade no uso e manutenção das habitações;
  • Legislação para suporte ao arrendamento resolúvel de modo a permitir às famílias adquirirem habitações próprias, e ainda, em fase de conclusão, instrumentos que estabelecem regras do uso das habitações, de gestão das partes comuns e de orientações com referências técnicas e metodológicas para o acompanhamento das famílias beneficiárias no Programa de habitação social.

Responsabilidade Social, Sustentabilidade Ambiental e Participação ativa no setor

  • O compromisso também com o ambiente: Num momento em que a sustentabilidade se impõe como uma prioridade global, a IFH reforça a sua atuação responsável através do Programa IFH Verde, uma iniciativa que integra os princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na estratégia e nas operações da empresa. O programa reúne um conjunto de práticas sustentáveis que promovem a redução dos impactos ambientais, a preservação dos recursos naturais e a adoção de soluções construtivas mais responsáveis. Estruturado em torno de três pilares – social, ambiental e económico: coloca a pessoa no centro das decisões, valoriza o ambiente e reforça a solidez da empresa, abrangendo infraestruturas, processos, projetos e públicos estratégicos. Com o IFH Verde, a IFH consolida o seu compromisso com o futuro, assumindo a sustentabilidade não apenas como um princípio orientador, mas como uma prática concreta e mensurável, alinhada com as metas globais de desenvolvimento sustentável
  • IFH social: A nossa abordagem enquanto empresa vai além da construção de habitações e requalificação urbana, consideramos a dimensão social em nossas ações. Estamos convictos que o verdadeiro impacto positivo se estende além da construção de habitações, ele se manifesta na melhoria das condições de vida das famílias beneficiárias. Recentemente, para fortalecer o seguimento das famílias que residem nas habitações sociais, instituímos um Gabinete Social, que atuará em estreita colaboração com a Direção Geral de Habitação. Este espaço será fundamental para oferecer um suporte contínuo e personalizado, visando não apenas a integração dessas famílias em suas novas comunidades, mas também o fomento da sua capacidade financeira e autonomia na gestão, manutenção e preservação dessas habitações. Entendemos que a justiça e o desenvolvimento social vão muito além da simples entrega de uma casa. Envolvem criar oportunidades e ferramentas que capacitem as famílias a desenvolverem habilidades e adquirirem conhecimentos que promovam a sua independência económica. Portanto, nosso compromisso é garantir que cada lar construído por nós seja também um ponto de partida para um futuro mais próspero e justo, comunidades solidárias e resilientes. Igualmente a empresa tem apostado nas gerações futuras, proporcionando a alunos de diferentes escolas, momentos de partilha de experiência, visitas de campo e concursos de boas práticas. Essa é a essência da nossa missão enquanto empresa que preze pelo bem social, unindo esforços para promover um impacto real e duradouro na vida das pessoas.

Desafios para o presente, expectativas para o futuro: No presente, a IFH continua a trilhar um caminho ambicioso, com vários projetos em carteira que reforçam o nosso papel estratégico no setor da habitação. A implementação dos novos Estatutos da IFH, marca uma etapa importante, fortalecendo a nossa governação, clarificando competências e potenciando uma atuação ainda mais eficaz, transparente e alinhada com as prioridades nacionais. O cenário habitacional nacional continua a exigir soluções robustas. Entre os principais desafios estão a crescente procura por residências, o custo dos materiais de construção e a necessidade de acelerar processos administrativos. A IFH responde a estes desafios com modernização digital, novas parcerias e um planeamento estratégico alinhado às metas do país.

Para os próximos anos, as prioridades passam por: Expandir a oferta habitacional acessível; Reforçar projetos de urbanização e requalificação; Promover práticas de construção sustentável; Aumentar a eficiência e a transparência na relação com os cidadãos. 

O investimento em inovação, sustentabilidade e qualidade urbana continuará a orientar o nosso futuro. Com responsabilidade e visão, reforçamos diariamente o nosso contributo para um país mais equilibrado, moderno e resiliente. Neste 43º aniversário, a IFH agradece aos colaboradores, parceiros, clientes e, sobretudo, ao povo cabo-verdiano pela confiança depositada na empresa ao longo destes anos. Renovamos o compromisso de trabalhar com rigor, transparência e dedicação para que cada pessoa possa viver em cidades mais inclusivas, mais belas e mais sustentáveis.